quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Parte 8 - O Doce Veneno do Escorpião

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Na vez da juíza, ouvi o sermão. "Eu conheço sua família, trabalhei com
sua irmã, sei como são boas pessoas. No seu lugar, eu valorizaria tudo isso.
Você estudou em bons colégios, não tinha razão para fazer o que fez. Já que
você diz que o problema é a maconha, não vou fazer nada com você. Vou passar
uma lista de clínicas de desintoxicação para você parar com a droga. O
processo que seu pai abriu vai ficar aqui comigo, arquivado, pois tenho
certeza de que isso é uma coisa de adolescente, que pode e vai mudar. Não vou
colocar você, que é estudada, no meio dos outros que nunca tiveram, e
dificilmente terão, as oportunidades que teve na vida e a chance de mudar o
que foi feito. Se teus pais não te deram uma chance, eu vou dar, para você
provar que mudou." Ficou por isso mesmo... 
Acabei não indo para clínica nenhuma, pois meu pai jurou que nunca
mais gastaria um tostão comigo - e as clínicas eram todas pagas e caras. Eu
até o vi dando uma olhada no papel algumas vezes, no entanto nunca se tocou
no assunto. A promessa de secar a fonte financeira foi cumprida à risca. Eu
fui transferida do São Luís para o Brasílio Machado, um colégio estadual.
Cortaram minha mesada, me tiraram da academia. Só recebia os passes para ir à
escola. Eu ia a pé do Paraíso à Vila Mariana e vendia os passes em troca de
dez reais por semana. Quase nada, mas dava-se um jeito: conseguia comprar
cigarros, ao menos. Baladas? Nem pensar... Nessa escola, conheci muita gente
boa, mas muita gente do mal, que roubava para ter dinheiro, mesmo que não
fossem, vamos dizer assim, carentes... Quase entrei no meio deles, mas
escapei. 
Havia um japinha que vivia correndo atrás de uma garota lá da
Michigan. 
Mas que acabou ficando comigo mesmo, já que levou uma esnobada. 
"Eu tenho uma fantasia."
"Qual?"
"Eu adoro depilar as putinhas."
eu já tenho bem pouquinho. . ."
Não faz mal: eu quero raspar tudo e deixar sua boceta peladinha."
Sacando um aparelho e o creme de barbear de sua pasta, meu "barbeiro
japa" foi tirando os poucos pêlos que eu tinha. Fiquei carequinha. 
Sensação nova e excitante.
Tentei continuar a transa, mas a sessão de fantasias ainda não havia
terminado: ele queria fotografar. Deixei. Só quando ele já havia tirado um
monte de  
fotos foi que caiu de boca. Lei da selva: matou, tem de comer. No meu
caso, descascou, tem de chupar. Só depois desse ritual foi que transamos
sossegados. Apesar da tara, ficamos no bom e velho papis e mamis.
Na putaria, a gente entra em contato com um lado mais verdadeiro e
menos hipócrita das pessoas. Elas não escondem seus desejos mais secretos,
liberam fetiches que não confessariam a ninguém, nem sob tortura. Com uma
garota de programa, ninguém precisa fazer jogo de cena. Eles vêm até mim para
realizar suas fantasias. Funcionamos como terapeutas, às vezes. Meu critério
de normalidade mudou muito desde que passei a viver do sexo. Mesmo assim, em
algumas ocasiões há situações difíceis de esquecer. 
Trabalhando nos privês, descobri que tem muitos homens casados, muitos
mesmo, geralmente entre 35 e 45 anos, que querem é que você seja "ativa" para
eles. 
"Você tem brinquedinhos?", eles perguntam ao telefone. 
"Sim, muitos." 
"E quais são?" 
"Tem de tudo. Basta me dizer com o que você gosta de brincar." 
"Tem vibrador?" 
Essa é uma abordagem muito comum, acredite. O que me fez virar cliente
assídua de sex shop. É um mundo bem divertido, além de pervertido. Há vários
"brinquedinhos", pomadas, cremes, roupas, fantasias, perfumes, lingeries. E
camisinhas (que eu compro para dar aos meus clientes), além de um monte de
gente que passa por cima da vergonha e carrega sua figura insuspeita para
dentro das lojas em busca de excitação. Ficam expostos uns consolos enormes,
boceta de borracha, bonecas infláveis.
Foi num desses sex shop que eu vi um cara comprando uma boneca e logo
pensei: se algum dia um namorado ou meu marido disserem que já transou com
uma coisa dessas, é fim de caso.
Hoje freqüento um sex shop aqui mesmo em Moema que é um barato: só
entram mulheres. A gente fica mais à vontade, sem aqueles homens olhando,
curiosos, apenas para ver o que a mulherada compra. E tem umas coisas
engraçadinhas: um canudinho e um jogo de talheres em formato de pau, que eu
comprei para a minha casa. Às vezes, vou só para ver as novidades. 
Putz, quase mudei de assunto. Voltando: bem, o que esses homens querem
é que eu vire o "bruninho", que enfie um vibrador bem grande neles, que coma
mesmo. Faço muitos programas em que o trabalho é vestir a calcinha com
o consolo preso e mandar ver, sem dó. Modéstia à parte, acho que como
muito bem. São caras que você olha na rua e vê que são pais de família, uns
caras bem comuns.
Não comi só esses que fazem o tipo "paizão", não. Já enrabei também
muito cara bombado de academia, que posa de macho, tem preconceito contra
homossexuais, mas que, no fundo, no "vamos ver", tem tara por ficar de
quatro, ser dominado. 
Acho que eles não têm coragem de procurar um homem e se sentem menos
bichas se forem comidos por uma mulher. No fim das contas, tudo isso vira
coisa normal. Assim como é normal brochar. Só os homens não sabem disso... Um
dia, chegou um moleque novinho, bem alto. Estava pra lá de tímido. Fui
abraçá-lo. Com a minha altura, fiquei com o ouvido colado no coração dele.
Batia bem acelerado. Além de tímido, estava ansioso. Não conversamos muito,
mas posso dizer que foi um programa "exótico". 
Ele começou a chupar meus peitos e percebi algo diferente. Ele não
estava chupando: estava mamando em mim! E ficou assim por um bom tempo. 
Quando ele soltou, disfarçadamente dei uma apertada nos bicos, para
ver se não estava saindo leite. 
Brincadeira... 
Depois da mamação, foi a minha vez de cair de boca. Acho que fazia um
tempão que ele não batia umazinha pois seu gozo foi muito intenso e farto. O
pau dele ficou latejando um tempão na minha boca. Fui ao banheiro para me
limpar e, assim que voltei, ele já pegou minha mão e levou ao seu pau mole.
Uau! Ele não quer dar nem o respiro regulamentar! Voltei a chupar seu pau
mole. Bem, fiquei nessa durante meia hora. Não tem coisa pior do que ficar
chupando pau mole. E nada de o "menino" ressuscitar. 
Sorte dele que não cobrei pelos mililitros de saliva que gastei
naquele dia. E ele foi ficando puto, xingava o pau, reclamava como se
conversasse com "ele". Ficou sem graça comigo por ter "brochado" no segundo
tempo. Pudera: eu nunca vi essa coisa de dar "duas sem sacar da moringa".
Ele acabou indo para o banheiro para bater umazinha por conta e ver se
o negócio subia. Como eu sei? Na porta do quarto fazia a sombra dele
balançando. Eis um caso típico de problema na cabeça de cima.
Um ponto final com duas sentenças diferentes. Esse foi o saldo da
briga com meu pai. Precisava fugir dali, ir viver minha vida, antes que ele
decidisse se e como eu deveria vivê-la. Naquela casa de portas trancadas, eu
era uma espécie de cobaia humana. Primeiro as portas trancadas, depois as
gravações e, agora, o silêncio total: ninguém mais falava comigo ali.
Só tinha mesmo minha gatinha para me fazer um pouco de companhia.
Justo eu, que tenho horror de ficar sozinha.
Sem querer, uma noite ouvi meus pais conversando sobre me mandar para
um lugar, sem dizer que lugar era esse. Nem sabia o que pensar. Me senti uma
menininha novamente, sozinha, imóvel e assustada em seu quarto escuro,
medrosa como sempre fui (e ainda sou), imaginando um monstro debaixo da cama.
No meu caso, ele dormia no quarto ao lado - e sua maldade parecia um segredo
inconfessável. Se eu escapei de ir para a Febem, o que será que ele tinha em
mente? Essa foi a mais tenebrosa e a mais longa jornada noite adentro da
minha vida. 
Certo dia em julho, do nada, minha mãe me avisou que eu iria para o
Guarujá no dia seguinte. Quem é que, depois de uma história maluca como essa,
manda a filha se divertir na praia? Percebi, até pelo silêncio da minha mãe,
que não se tratava de um sinal de arrependimento: eles realmente estavam
planejando algo para mim e me queriam longe dali.
Você acredita que meu pai só me deu 50 reais para eu passar duas
semanas? Tudo bem que eu ia ficar na casa de uma amiga, mas aquilo, claro,
não duraria nem um dia. Como não durou. Embora não quisesse pegar mais
dinheiro de ninguém, nem que fosse emprestado pela pessoa, me passou uma
idéia pela cabeça: fazer sexo por dinheiro. Nem sei de onde tirei essa idéia,
mas lá fui eu. Saí uma noite sozinha para passear no calçadão paquerando os
homens sozinhos. Se algum chegasse junto, eu ia dizer que era garota de
programa e que, para fazer sexo comigo, ia ter de pagar. Vários homens
pararam e alguns até se aproximaram. Eu é que não tive coragem de falar nada.
Não era uma coisa que eu queria ou sabia fazer. Não sabia como vender meu
corpo. Desisti e pedi dinheiro emprestado para um amigo que era a fim de mim.
Ele me deu 150 reais. "Quando puder, você me devolve." Nunca mais o vi...
Depois que voltei dessa viagem, feliz de verdade como há muito tempo
não me sentia, e nem sei por que, meus pais nem se viraram da TV para
responder ao meu "cheguei!".
Nunca mais minha mãe conversou comigo. Não sentiria nada se meu pai
nunca mais olhasse na minha cara. Mas nunca mais ouvir "minha filha" na voz
acolhedora da minha mãe talvez seja o mais perto da solidão da morte que já
cheguei. Nunca mais queria sentir isso de novo. Nunca mais.
O incômodo silêncio foi se arrastando pelos dias, pesado. Seja lá o
que fosse que tivessem pensado em fazer comigo, como me mandar para um
colégio interno, me emancipar para poder me colocar para fora de casa ou
coisa parecida, eu não esperaria para ver. Meu tempo estava se esgotando.
Comecei a comprar jornais apenas para ler os classificados. Vi que
minha inexperiência seria um obstáculo intransponível. Todos os caminhos me
levavam à única coisa que uma garota como eu poderia fazer. Assim começou
minha peregrinação pelas casas que colocavam os anúncios nos jornais, atrás
de garotas entre 18 e 25 anos, para ganhar os tais "mil reais por semana".
Visitei casas de massagem, privês e até boates. No dia 8 de outubro de
2002, vinte dias antes de completar 18 anos, tomei coragem de falar para o
meu pai que eu sairia de casa para trabalhar. Repetindo que não me daria mais
nada se eu fosse embora, perguntou como é que eu esperava sobreviver. Na
minha santa ingenuidade, porém firme no propósito de afrontá-lo, falei que
seria massagista para executivos. Mas eu realmente pensava assim, pois os
anúncios diziam isso: massagem. Uma menina de uma casa que visitei também
falou que só a massagem era um preço "x"; se o cliente quisesse sexo, pagaria
a diferença para a menina no quarto. Eu ia ficar mesmo só na massagem. Ele,
claro, ficou uma fera. Estava pronta e disposta a apanhar novamente.
No lugar da mão pesada, veio a voz, confusa, desorientada,
desconcertada. Ele começou a conversar comigo. Nervoso, sim. Bravo, sim. Mas
tentava conversar comigo.
Tarde demais para começar a conversar. Ele não tinha o menor jeito
para isso. Eu insistia, sinceramente, na ingenuidade: "Mas pai, é só
massagem, não é sexo. Eu não vou fazer sexo, só vou fazer a massagem". Tudo o
que ele não havia falado comigo a vida inteira, e especialmente desde que foi
estabelecido o "voto de silêncio" em nossa casa, vomitou naquela noite, O que
ele queria, de verdade, era me fazer desistir de ir embora. Ouvi tudo calada.
Meu silêncio alimentava sua verve. Puta... Vagabunda... Piranha... As frases
sucediam, como se ele nem parasse para respirar.
Abatido, terminou a conversa deixando escapar um desejo (será?), uma
quase-sentença de morte: "Toda puta tem Aids. Eu lamento muito que vá morrer
sozinha, aidética, no Emílio Ribas". Então tá: se para ser livre tivesse de
ser puta, era o que eu seria. E se tivesse que morrer, que assim fosse.
Eu já havia transado com muitos homens. De alguns, nem me lembrava
mais. É certo que há outros inesquecíveis. Como um cara supercarente que
apareceu um dia. Ele era claramente complexado e inseguro. Triste. Uma hora,
como quem está longe, conversando consigo mesmo, começou a cantarolar a
música que estava tocando. Confesso que fiquei emocionada com aquela cena.
Eis ali um homem que precisava de refúgio. Mas não foi só por isso que ele me
marcou. Quando eu vi o corpo dele nu, levei um susto.
Primeiro porque o cara era magérrimo. Segundo, tinha um pau enorme! 
Acho que é o maior que já vi. O programa foi péssimo, pois estava
preocupada com o que ele estava sentindo. Ele precisava de ajuda e eu não
sabia o que fazer... Além disso, não conseguia chupar direito. Era tão grande
que só entrava a cabecinha (modo de dizer) na minha boca. Na hora de colocar
a camisinha, então, foi um parto. Era muito apertada para ele e fazia o pau
amolecer. Mesmo assim, deu para transarmos um pouco. Foi uma das poucas vezes
em que senti o pau bater no meu útero. Uma sensação nova, afinal. Ele gozou
batendo punheta em cima dos meus peitos, despejou um litro de porra e se foi.
Fiquei com uma impressão estranha de que tinha faltado algo naquele programa. 
O quê? Quem sabe eu devesse ter dito alguma coisa. Sei lá, deve ser
mesmo apenas impressão.
Mas sei bem como é estar angustiada... 
Em dezembro de 2003, já havia comprado um computador para mim. Era um
jeito de compensar os momentos de solidão. Sempre fui maluca por navegar na
internet e tinha descoberto a febre dos blogs. Todo mundo estava fazendo o
seu e parecia ser uma coisa interessante, divertida. Se a curiosidade matou o
gato, no meu caso não foi bem assim. Decidi procurar no Google por blogs de
garotas de programa, só para ver como era a vida, o dia-a-dia de outra menina
como eu, comparar. Na internet tem de tudo, não tem? Surpresa: não
encontrado! Busquei de novo, com todas as ferramentas que existem na rede.
Nada! 
Eu vivia sozinha, coisa que detesto. Tenho medo, sei lá. Eu tinha
conhecido uma moça realmente do bem: 
a Gabi, que tinha um flat no mesmo prédio que eu e que hoje é minha
melhor amiga. Numa noite de baixo-astral, interfonei para ela vir ficar
comigo, mas ela não podia. 
Fiquei quase maluca. Assim decidi escrever no blog tudo o que eu
queria ter dito para ela naquela noite. Alguém ia ver. Quem sabe se minha
família não veria? O que eu queria, de verdade, era que qualquer pessoa
viesse me socorrer, me salvar. Da minha vida, da minha história. De mim. 
Para dar um jeito naquela angústia, escrevi no meu blog um desabafo
muito forte falando de tudo isso. Eu estava muito deprê. Fiz um resumo da
minha vida e escrevi que não valia a pena fazer programa e que, se pudesse
voltar no tempo, nunca teria escolhido esse caminho. Isso num blog de uma
garota de programa... No dia seguinte, um pouco melhor, resolvi deletar tudo.
As pessoas iam pensar que, além de puta, eu era louca. Acho que tudo
aconteceu por causa do Natal, que estava perto. Eu pensava na minha mãe, na
minha casa. Meu entusiasmo pelo blog esfriou um pouco e eu deixei para lá.
No dia 1. de janeiro de 2004, pensei: "Vou retomar o meu blog". Já que
era uma espécie de diário, tinha tudo a ver começar nesse dia. Foi por isso
que decidi contar a minha rotina em vez de desabafar. E ia poder, também,
registrar de modo diferente tudo o que eu anotava na minha agenda,
principalmente os detalhes de cada cliente. 
Sempre pensei em fazer uma estatística mais detalhada quando eu saísse
da putaria. Só para ter uma idéia, posso garantir, com cem por cento de
certeza, que setenta por cento deles são casados. Sempre pergunto o motivo
para a traição, levando-se em conta que estão pagando por sexo. Há apenas
dois tipos de resposta: enjoaram do sexo com a mulher ou as mulheres não são
tão liberais a ponto de eles declararem todas as suas fantasias... Apenas
vinte por cento são solteiros convictos que não têm tempo ou saco para balada
(ou não conseguem conquistar ninguém) e os dez por cento restantes são noivos
ou comprometidos. 
Nunca imaginei que isso fosse ser interessante para alguém. Mas ia ser
divertido para mim. Imaginem, poder classificaras transas, contar como eram.
Dessa maneira inventei as cotações - Transa mecânica: mecânica mesmo, sem
química, quando estou cansada, sem paciência. Fico olhando no relógio,
controlando o tempo, que não passa; faço tudo com má vontade, apesar de fazer
o máximo para o cliente gozar rápido e ir embora. Tem vezes que até bufo. 
"Vamos mudar de posição?", sugere o cliente. "Humpf", respondo, sem
saco total, já que não posso soltar um palavrão. Rs... Não me esforço nem
para gemer.
- Namoradinho: quando rola química, como se fôssemos namoradinhos de
verdade, naquele clima de primeira transa entre os dois, no motel, se
beijando, se abraçando, com carinho, sexo cuidadoso, papai-e-mamãe (sim,
papis e mamis).
- Putaria: é clima de putaria, precisa traduzir? Eu me sinto puta de
verdade, faço sexo com vontade, não sei bem explicar... Namoradinhos, mesmo
com entusiasmo, não me considero puta. Aqui, sim.
Nessa época, o meu blog era no site Terra. Uma noite, quando fui
postar, escrevi a senha e apareceu uma mensagem dizendo que a senha estava
errada. Era uma sexta-feira e por essa razão eu teria que esperar até segunda
para poder resolver isso. 
No domingo, resolvi tentar novamente e, para a minha surpresa, vi que
tinha um post novo e, pior,
não era o que eu tinha escrito! Então, concluí que alguém tinha
invadido o meu computador e roubado a minha senha... Chorei muito de raiva!
Na segunda liguei para o Terra e consegui entrar em contato com o responsável
pelo webloger. 
Expliquei o que tinha acontecido e eles conseguiram recuperar a minha
senha depois de uma semana. 
Em todos esses dias, a pessoa continuou postando se passando por mim. 
Fiquei com medo de que essa pessoa escrevesse algo que me
comprometesse. Mas não ocorreu isso. A pessoa se contentou em me imitar
direitinho, tanto que em alguns posts eu até pensava que era eu mesma que
tinha escrito aquilo tudo. 
Recuperei a senha, deletei tudo o que eu não tinha escrito e expliquei
aos leitores o acontecimento. Não passou um mês e roubaram a senha novamente.
Dessa vez foi bem pior, pois além de a pessoa se passar por mim, ainda postou
os arquivos que roubou no Word do meu computador. Eram arquivos muito
comprometedores já que alguns capítulos do meu livro foram copiados e colados
no blog. 

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